Um livro que eu li,
um quintal que eu vi,
e uma história que eu vivi;
Eu vi numa casa, livros espalhados por todos os cantos. Retratos de queridos, alguns voltam em visita, outros não mais. Vi uma fé inabalável na verdade em construir esperança, não só para os desesperançados. Fui eu, quem teve a grande visão da minha vida, num grande quintal que não conta, somente histórias, -é a própria história- viva nos detalhes, e que demonstrou o milagre do amor ao próximo, - esse amor do qual cito, é tão inerente aos humanos quanto pensamos que é-, mas que por algum motivo desconhecido, às vezes nos esquecemos. E eu subitamente humana, com os olhos fixos numa imensidão de possibilidades... Não foi apenas um trabalho. Sim foi um trabalho, e através dele eu descobri humanos com defeitos visíveis como os meus, mas infinitamente humanos na caridade em transmitir esperança pelos olhos e principalmente pelas ações.
Angelita Machado